Caio Mário da Silva Pereira nasceu em Belo Horizonte - Minas Gerais - em 1913, embora a origem da família seja do norte de Minas, região de Diamantina e Serro. Foi o filho mais velho, entre 4 irmãos, nascidos do segundo casamento de seu pai. Leopoldo da Silva Pereira, Professor de Português, Latim, Francês e Geografia, partiu cedo. Isto o levou ao trabalho, desde os 18 anos, ajudando sua mãe, D. Leonídia, a criar a família. .
Formou-se em Direito em Belo Horizonte onde aos 22 anos assumiu a Advocacia e o Magistério na UFMG.
Casou-se, em 1943, com sua prima Marina, tendo nascido 4 filhos desta união: Clio, Tânia, Leopoldo e Sergio. Netos e bisnetos tiveram a alegria de conviver com ele; dos netos, cinco deles, prosseguem em áreas diversas do Direito. .
Caio Mário identificou-se, principalmente, como Professor e Advogado. Conhecido nacional e internacionalmente por sua obra jurídica e como Advogado, atuou, inclusive, nos Tribunais Superiores Brasileiros e em Arbitragens Internacionais. .
No período da “repressão”; como Presidente do Conselho Federal da OAB (biênio 75/77) teve presença marcante a favor dos presos políticos. Ao receber a “Medalha Teixeira de Freitas“ em 16 de agosto de 1962, concedida pelo Instituto dos Advogados Brasileiros, em tom profético, Caio Mário alertou: “Cabe aos homens de boa vontade captar a mensagem do seu tempo e concorrer com o seu espírito para que algo novo possa fazer-se e corrigir-lhe as deficiências existentes”. “É dever do jurista rejuvenescer sua ciência; aproveitar nela o conteúdo ideal que vem do cultivo das tradições e relegar para o museu das instituições as velharias que perderam conteúdo”. .
Seu nome rompeu fronteiras; poucos brasileiros tiveram o privilégio de compor, como Membro Titular, a Academie Internationale de Droit Comparé (Paris). Coroando o reconhecimento internacional de seus méritos como jurista, foi agraciado em 1999 com o título de Doutor Honoris-causa da Universidade de Coimbra em Portugal. .
Maior foi sua alegria ao ser empossado como Membro da Academia Mineira de Letras no ano 2001 na cadeira nº 21 de seu saudoso amigo Hilton Ribeiro da Rocha. Preocupado com os novos rumos traçados pelo Direito Brasileiro sistematizou em “manuscritos” os comentários sobre o Projeto de Código Civil, a partir de 1984. .
As Instituições de Direito Civil foram atualizadas com o apoio de jovens juristas que receberam dele as diretrizes mestras do prosseguimento de sua obra, orientada pelos novos paradigmas que norteiam o moderno Direito Civil. Foi seu desejo que as Instituições prosseguissem pelas mãos dos atualizadores nos moldes da obra dos juristas franceses Mazeaud e Mazeaud. .
Caio Mário faleceu em 27 de janeiro de 2004, aos 90 anos, rodeado dos filhos e netos. Embora tenha convivido com os momentos controversos da Revolução de 1930, da Segunda Guerra Mundial e do período revolucionário, para ele “radicalismos ideológicos e fundamentalismos religiosos, sem fronteiras, não devem sobrepor ao regime democrático que reconstruímos com sacrifício”. Sua preocupação com a permanência do Estado de Direito, da Justiça e da Liberdade sempre significou um exemplo para todos que o admiram como Jurista e Doutrinador.
Formou-se em Direito em Belo Horizonte onde aos 22 anos assumiu a Advocacia e o Magistério na UFMG.
Casou-se, em 1943, com sua prima Marina, tendo nascido 4 filhos desta união: Clio, Tânia, Leopoldo e Sergio. Netos e bisnetos tiveram a alegria de conviver com ele; dos netos, cinco deles, prosseguem em áreas diversas do Direito. .
Caio Mário identificou-se, principalmente, como Professor e Advogado. Conhecido nacional e internacionalmente por sua obra jurídica e como Advogado, atuou, inclusive, nos Tribunais Superiores Brasileiros e em Arbitragens Internacionais. .
No período da “repressão”; como Presidente do Conselho Federal da OAB (biênio 75/77) teve presença marcante a favor dos presos políticos. Ao receber a “Medalha Teixeira de Freitas“ em 16 de agosto de 1962, concedida pelo Instituto dos Advogados Brasileiros, em tom profético, Caio Mário alertou: “Cabe aos homens de boa vontade captar a mensagem do seu tempo e concorrer com o seu espírito para que algo novo possa fazer-se e corrigir-lhe as deficiências existentes”. “É dever do jurista rejuvenescer sua ciência; aproveitar nela o conteúdo ideal que vem do cultivo das tradições e relegar para o museu das instituições as velharias que perderam conteúdo”. .
Seu nome rompeu fronteiras; poucos brasileiros tiveram o privilégio de compor, como Membro Titular, a Academie Internationale de Droit Comparé (Paris). Coroando o reconhecimento internacional de seus méritos como jurista, foi agraciado em 1999 com o título de Doutor Honoris-causa da Universidade de Coimbra em Portugal. .
Maior foi sua alegria ao ser empossado como Membro da Academia Mineira de Letras no ano 2001 na cadeira nº 21 de seu saudoso amigo Hilton Ribeiro da Rocha. Preocupado com os novos rumos traçados pelo Direito Brasileiro sistematizou em “manuscritos” os comentários sobre o Projeto de Código Civil, a partir de 1984. .
As Instituições de Direito Civil foram atualizadas com o apoio de jovens juristas que receberam dele as diretrizes mestras do prosseguimento de sua obra, orientada pelos novos paradigmas que norteiam o moderno Direito Civil. Foi seu desejo que as Instituições prosseguissem pelas mãos dos atualizadores nos moldes da obra dos juristas franceses Mazeaud e Mazeaud. .
Caio Mário faleceu em 27 de janeiro de 2004, aos 90 anos, rodeado dos filhos e netos. Embora tenha convivido com os momentos controversos da Revolução de 1930, da Segunda Guerra Mundial e do período revolucionário, para ele “radicalismos ideológicos e fundamentalismos religiosos, sem fronteiras, não devem sobrepor ao regime democrático que reconstruímos com sacrifício”. Sua preocupação com a permanência do Estado de Direito, da Justiça e da Liberdade sempre significou um exemplo para todos que o admiram como Jurista e Doutrinador.